Sempre achei que seria especial. Mas essa característica nunca se materializou. Infelizmente, sempre fui apenas mais um. Às vezes, achava que era muito bom em algo. Mas, nessas coisas, nunca houve reconhecimento. Em outras, nas quais pensava ser medíocre, até cheguei a receber algum reconhecimento. E isso é terrível, porque torna a caminhada complexa e tira o ânimo de seguir aquilo que eu acreditava fazer bem, empurrando-me a seguir caminhos que outras pessoas queriam para a minha vida.

Essa sempre foi uma dualidade muito complexa para mim. Afastou-me de muitos sonhos e de muitas pessoas, pessoas que também tiveram papel central nas minhas decisões e naquilo em que me tornei. Muitas delas foram pesos consideráveis nos meus sentimentos: o presidente da banda de música, que descontava suas frustrações e seu racismo exacerbado em mim; o chefe cruel que quase me fez desistir de ser jornalista; ou a amiga que me indicou para um trabalho e, já na primeira semana, queria transformar a minha vida em um inferno.

Espero conseguir detalhar aqui algumas dessas questões e compartilhar, com quem quer que seja, esse sentimento tão forte que sempre me acompanha: uma vontade libertadora de provar o meu valor.

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