Eu odeio você, lúpus.
Você apareceu no pior momento das nossas vidas. Minha mãe, uma mulher batalhadora, já lutava contra um processo injusto, fruto de um erro que não era dela. Como se aquilo já não bastasse, você chegou. E se apoderou de tudo.
Tentou destruir nossa família.
Não conseguiu. Mas deixou marcas profundas.
Perdemos o apartamento, sim.
Eu saí da faculdade de Engenharia, sim.
A saúde da minha mãe se deteriorou, sim.
Você levou muita coisa.
Mas falhou no mais importante.
O meu amor por ela só aumentou.
Cada dificuldade, cada noite de hospital, cada exame, cada remédio caro apenas me mostrou ainda mais quem ela é: uma mulher forte, que sempre se sacrificou pelos filhos e que nunca mereceu carregar um peso como esse.
Por isso eu repito, sem medo algum:
Eu odeio você, lúpus.
Odeio por tudo o que você nos tirou.
Mas você nunca conseguiu tirar o que mais importa: o amor puro, sincero e verdadeiro pela minha querida mãe.
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