Uma noite interminável 

A noite do dia 6 de março não enganava. Minha mãe também não. Eu queria dormir com ela, mas ela negava, mesmo estando na minha casa. Insisti e fiquei ao lado dela, com Tetê, minha filha, na cama ao lado.

A respiração estava forte. O calor era excessivo. O cansaço aparecia cada vez que ela ia ao banheiro. O sono não vinha, nem para ela, muito menos para mim.

Quase duas horas da manhã. Pego uma dipirona. Faço um chá de erva-doce para ela tentar relaxar. Mas tudo piora. Mesmo com o ar-condicionado marcando 20 °C, o calor se torna insuportável para ela e o suor se transforma em uma cachoeira.

Voltamos ao hospital, onde já havíamos ido uma semana antes. Meu coração sangra. Mas eu sei: vamos sair dessa de novo.

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