Nesta semana, recebi o Prêmio Especial do Anuário Estatístico do 19º Prêmio Abracopel de Jornalismo.
É a segunda vez, em três anos, que isso acontece. Já foram outros reconhecimentos também. Trabalhos ao lado de grandes veículos, menção honrosa, algumas vitórias. Tudo isso é importante. Sempre foi.
Mas, desta vez, foi diferente.
No fim do ano passado, minha mãe teve dois infartos.
Foram dias longos. Hospital, exames, incerteza. Noites mal dormidas. A cabeça sempre longe de qualquer outra coisa. Eu perdi mais de dez quilos nesse período. Não por escolha. Foi o corpo reagindo ao medo.
E o medo era simples.
Perder minha mãe.
A mesma que sempre fez tudo por mim.
Por isso, quando recebi esse prêmio, não pensei em números, nem em veículos, nem em currículo.
Pensei nela.
Em tudo o que ela passou. Em tudo o que ainda está passando. Em tudo o que ela sempre fez por mim, mesmo quando eu não entendia.
Esse prêmio é para ela.
E por ela.
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